​5 ANOS DA ÓPERA ROCK SOBRE O CERRADO: a obra musical de Fred Le Blue canta a paisagem ecofeminina do Vale da Lua na Chapada dos Veadeiros

Na expectativa lunática de que os sons na clave de Sol produzidos a partir da experiência do Cerrado em Alto Paraíso (Goiás) pudesse ecoar lá na Lua, durante sua fase mais próxima da Terra (Super Lua), nasceu, há 5 anos atrás, a ópera rock "LUA&ANA" de Fred Le Blue: uma ode fabulística geoafetiva poético-musical ao astro luminoso de prata tão presente enquanto arquétipo em nossas lendas e culturas.

Entrecortado por um mosaico de elementos musicais variados, inspirados no cancioneiro popular, comercial e underground goiano, a musicalidade eclética de Fred Le Blue é um convite para a ruptura de barreiras culturais, que tende a departamentalizar em nichos de mercado, o som produzido em Goiás, no que aponta para um novo paradigma artístico, que representa Goiás em toda sua multiplicidade estética e cultural.

Valorizando o saber, o som  e o cor-local das diversas tribos urbanas e rurais de Goiás, o compositor, urbanista e ambientalista da obra, Fred Le Blue, aponta para recriação do já considerado espaço mítico do Vale da Lua e do Cerrado, mostrando a importância da arte e do turismo (virtual) como potencial "artetetônico" para educação e  consciência socioambiental.

Uma declaração de amor à Mãe Natureza, LUA&ANA é também manifesto político em um momento de crescente aumento de desmatamentos, queimadas e poluições (sólidas, hídricas, visuais, sonoras,...) no país, estando as pautas ambientalistas e indigenistas por sofrer muitos ataques de agentes econômicos e políticos antropocêntricos, que querem passar a boiada nas frentes de todos os outros seres vivos.

MINIBIO FRED  LE BLUE 

Começou sua carreira como baterista de bandas de rock como Acid Jam, 062, Nascoxa e Pai do Mato. Foi premiado no Festival SESI MPB 2003-04 com sua canção "Quem Sabe?", interpretada pela banda RG. No Rio de Janeiro, a partir de 2007, integrou como compositor o movimento Samba na Fonte, tendo se apresentado como baterista também no underground carioca em espaços como Rio Art Hostel, Jazz do Alemão, Museu da República e Mercado São José.

Em 2010 lança no Cine Facha seu primeiro disco autoral com a banda ficcional The Fourmigas, a óperarock visual  "VERNISOUND: FormigáVWea Mundo Novo", tendo como música de trabalho, a música "569: oniblue da paz", gravada com a Banda Supercordas.  2012 realiza, com a irmão do sociólogo Betinho, Maria Figueiredo, o evento multicultural de arte-reciclagem "Gari Universo: a estética do lixo sobre artereciclagem, desenvolvimento sustentável e inclusão social.

Já em São Paulo, lança em 2017 o EP "COMVERSOM: Voo pelo Som" com releituras musicais em português de clássicos do rock internacional (Rolling Stones, Dream Theather, Cranberries, Collective Soul, Keane e Panic at the Disco) produzido no estúdio da banda Los Porongas.  Em 2021, em meio à pandemia, cria a banda-selo Artetetos do Pequí  para lançar os seus trabalhos de músicas "arteteturais" em Goiás "Lua & Ana" e "Suíte dos Pecadores, este último, inspirado no imaginário estético e cultural de Dorival Caymmi.

Fred Le Blue tem desenvolvido desde 2019 um trabalho como idealizador e produtor cultural do  Movimento Artetetura e Humanismo e Editora Multimídia Brasílha Teimosa, atuando também como autor de livros acadêmicos, paradidáticos e ficcionais, documentários, musicais e WEB séries de educação política patrimonial e socioambiental. 

Para 2026, prepara o lançamento da  Riografia dos Los Hermanos e um disco sobre cultura, saberes e religião de plantas medicinais da Amazônia, fazendo uma interface entre música e sustentabilidade, que vai se chamar "KASHINAΨAHAUSCA: Hinário do Chá de São Miguel"

Créditos das obras visuais: capa do disco Lua & Ana(Fred Le Blue) e imagem I.A. da mulher na lua (Fred Le Blues 

https://m.soundcloud.com/fred-le-blue/lua-ana-lunaticas-operetas-do-vale-da-lua-para-a-superlua

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