Relator da comissão que discute uma nova política nacional para o autismo, deputado trabalha por mudanças na saúde, educação e proteção das famílias atípicas
O deputado federal
Fernando Marangoni (Podemos-SP) está à frente de uma das principais discussões
sobre os direitos das pessoas com autismo no Congresso Nacional. Como relator
da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a Política Nacional para
Pessoas com Autismo, ele trabalha na construção de propostas que podem mudar a
realidade de milhões de brasileiros e suas famílias.
Ao lado da presidente da
comissão, deputada Maria Rosas, Marangoni vem conduzindo debates e ouvindo
especialistas, profissionais e famílias para buscar soluções para problemas que
fazem parte da rotina de quem vive o autismo de perto.
A pauta envolve questões
essenciais como diagnóstico, terapias, atendimento no SUS, educação, inclusão
no mercado de trabalho, proteção social e direitos das famílias atípicas.
A dimensão desse desafio
apareceu nos dados do Censo 2022. Pela primeira vez, o IBGE levantou
informações sobre o autismo e identificou 2,4 milhões de brasileiros com
diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA). Entre crianças de 5 a 9
anos, o percentual chega a 2,6%.
Por trás dos números
existem famílias que enfrentam diariamente dificuldades para conseguir
atendimento, terapias, profissionais especializados e suporte adequado nas
escolas.
É justamente para
enfrentar essa realidade que Marangoni tem defendido uma atualização das
políticas públicas voltadas ao autismo. Em agosto de 2026, apresentou um
relatório de 138 páginas, reunindo propostas para ampliar a proteção e os
direitos das pessoas com TEA. A votação do relatório foi adiada após um pedido
de vista e deverá voltar à pauta da comissão.
Mais do que colocar o
autismo no debate político, Marangoni hoje participa diretamente da construção
das mudanças que podem definir os próximos passos das políticas públicas para
essa população.
Para as famílias
atípicas, o que está em jogo é fazer com que direitos já reconhecidos deixem de
existir apenas no papel e passem a fazer parte da vida real de quem precisa
deles.



Postar um comentário