Deputado federal cobra soluções para negativas e demora dos planos de saúde que podem pressionar ainda mais a rede pública.
Você paga o plano de
saúde todo mês. Quando precisa, recebe uma negativa, espera semanas por uma
autorização ou não consegue fazer um exame, cirurgia ou tratamento no prazo
necessário. É esse problema que o deputado federal Fernando Marangoni
(Podemos-SP) quer enfrentar.
Para o parlamentar,
quando a saúde suplementar falha, o problema pode chegar ao SUS. O paciente que
não consegue atendimento pelo plano acaba recorrendo à rede pública,
transferindo para toda a sociedade uma demanda que deveria ter sido resolvida
no sistema privado.
“Quando uma pessoa paga
por um serviço e não consegue utilizá-lo quando precisa, o problema pode chegar
ao SUS, que é financiado por toda a sociedade”, afirma Marangoni.
Mais de 53 milhões
têm plano
Segundo a ANS, o Brasil
tinha 53,1 milhões de beneficiários de planos de assistência médica em junho de
2026 — cerca de um quarto da população.
Para Marangoni, é preciso
enfrentar o problema antes que ele vire pressão sobre o SUS e mais
judicialização. Uma negativa pode atrasar um diagnóstico, uma cirurgia ou o
início de um tratamento.
“Quando falamos em
defender o consumidor de plano de saúde, estamos falando também em proteger o
SUS”, afirma.
Marangoni quer colocar
essa relação no centro do debate e buscar mais responsabilidade das operadoras.
A pergunta é direta: se o
cidadão paga o plano e, quando precisa, acaba no SUS, quem está pagando essa
conta?



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