CeilandiaDF: Café Som Viola celebra o Dia Internacional da Mulher

Em celebração ao mês e ao Dia Internacional da Mulher, o projeto Café Som Viola realiza, no sábado (28), a partir das 9h, no Museu Vivo da Memória Candanga, uma edição especial protagonizada pelas violeiras Dayane Reis e Analy Asevedo. Com entrada franca e acessível, o evento convida o público a vivenciar uma manhã de cultura e tradição.

A programação inclui café da manhã colaborativo, apresentações artísticas, roda de prosa e palco aberto para artistas e apreciadores das diversas formas de expressão cultural.

Com o propósito de levar arte às comunidades por meio da música, o projeto nasce do desejo de dar voz e visibilidade a talentos locais, valorizando a viola caipira como expressão viva da cultura brasileira. Ao mesmo tempo, amplia seus horizontes ao acolher outras manifestações culturais, como dança, artesanato, poesia, literatura e pintura, criando um ambiente diverso, acolhedor e cheio de significados.

Esta edição ganha um significado ainda mais especial ao celebrar a força e a sensibilidade feminina na música de raiz, transformando o encontro em um espaço de afeto, troca e reconhecimento. Mais do que apresentações, o evento propõe conexões entre artistas, histórias e o público.

A proposta é que o Café Som Viola se consolide como mais do que um evento: um ponto de encontro e uma tradição construída coletivamente, onde a cultura circula de forma gratuita e acessível, despertando pertencimento, memória e inspiração em pessoas de todas as idades.

 Artistas convidadas

Dayane Reis iniciou sua paixão pela viola caipira aos 14 anos, influenciada pelas tradicionais Folias de Reis, em sua cidade natal, Urucuia (MG). Foi nesse cenário cultural que deu seus primeiros acordes.

Violeira, cantora, compositora e foliona de reis, construiu uma trajetória sólida na música de raiz, levando sua arte a diversas regiões do país, como Goiás, Minas Gerais, Brasília e Tocantins. Sua conexão com a viola caipira é um dos pilares de sua carreira, traduzindo identidade, tradição e emoção em cada apresentação.

Com 16 anos de atuação profissional, destaca-se por ocupar um espaço ainda pouco explorado por mulheres, imprimindo autenticidade tanto na execução do instrumento quanto em sua voz marcante. Ao longo da carreira, lançou três CDs e, atualmente, também atua como curadora de eventos voltados ao sertanejo raiz.

Aos 16 anos, Analy Asevedo já constrói uma trajetória promissora na música de raiz. Seu primeiro contato com a viola caipira aconteceu ainda na infância, aos 5 anos, quando iniciou seus estudos na Escola de Música Betesda, sob orientação dos professores Rones e Diego, aprofundando posteriormente seus conhecimentos com o professor Murilo.

Desde então, vem se destacando em apresentações públicas e participações em programas de televisão, demonstrando talento e sensibilidade na execução do instrumento. Mesmo jovem, já apresenta composições autorais, com duas músicas próprias que revelam sua identidade artística e sua conexão com a viola caipira.

 Um encontro de memória, afeto e tradição

O Café Som Viola nasce da iniciativa do produtor cultural e presidente emérito do Clube do Violeiro Caipira, Volmi Batista, a partir da necessidade de fortalecer os laços entre as comunidades do chamado Núcleo Pioneiro, que engloba Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Park Way. A proposta é promover um reencontro marcado pelo afeto, pela memória e pela amizade, tendo a música como elo principal.

Realizado em formato de café da manhã colaborativo, o evento convida o público a participar ativamente, compartilhando iguarias, artesanato, prosa e música em um espaço simbólico para a história e a cultura do Distrito Federal: o Museu Vivo da Memória Candanga, localizado no centro geográfico do Núcleo Pioneiro.

Ao longo do ano, o projeto prevê a realizaç…


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