Internacional: Guerra no Irão expõe divisões nos BRICS: Brasil, China e Rússia condenam ataques

Os ataques lançados pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã no fim de semana, assim como a retaliação com mísseis do regime de Teerã nos dias seguintes, provocaram reações diferentes entre os países membros dos Brics. O grupo ampliado atualmente inclui Brasil, Rússia, China, Índia, África do Sul, Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irã e Indonésia.

Oficialmente, Brasil, China e Rússia condenaram a operação militar conjunta de Washington e Tel Aviv iniciada no sábado (28/2). Em contraste, outros integrantes do bloco — como a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e a Índia — não criticaram os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos e, em vez disso, focaram suas condenações nos disparos de mísseis realizados pelo Irã contra bases americanas em países do Golfo Pérsico.

Segundo um diplomata ouvido pela BBC News Brasil sob condição de anonimato, o governo brasileiro tem mantido consultas com outros membros dos Brics nos últimos dias, mas não há, até o momento, previsão de uma posição conjunta do bloco sobre o conflito. 

Em junho de 2025, após outra ofensiva aérea dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, os Brics chegaram a emitir uma declaração conjunta sobre a situação. 

Entretanto, um assessor próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou à BBC News Brasil que não acredita que o bloco vá adotar um posicionamento coletivo agora. Ele apontou que fatores como a gravidade da atual crise e a liderança indiana dos Brics neste ano tornam improvável uma resolução semelhante à do período anterior 


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